Trabalhador do ABC leva duas horas no trânsito

Pesquisa do IBGE (Institu­to Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que, na média, 22% dos moradores do ABC que trabalham em outros municípios gastam cerca de duas horas ou mais para ir e voltar do trabalho todos os dias. A porcentagem corresponde por 214.802 pessoas da Região. O trânsito é percep­tível para quem passa pelas principais vias das cidades como a Avenida Faria Lima, de São Bernardo, Avenida Goiás, de São Caetano e Avenida dos Estados em Santo André e Mauá.

Segundo a pesquisa, Rio Grande da Serra, Mauá e Ribeirão Pires são as cidades onde os morado­res levam mais tempo no deslocamento. Na primeira, o índice de trabalhadores que têm essa rotina é de 32% do total, ou 5.300 pes­soas. Em Mauá, o número é de 31%, ou 50.000 habitan­tes. Já em Ribeirão, 10.333 trabalhadores (24,5%) perdem duas horas ou mais diariamente. Dentre as sete cidades da região, as três são as mais distantes do centro da Capital.

Nos municípios mais próximos da região central paulistana, a quantidade de pessoas que perdem uma hora ou mais em cada deslocamento é menor. Em São Caetano, 9.399 trabalhadores (15,7%) se encaixam no grupo. Em Diadema, a rotina é enfren­tada por 27.452 habitantes (18,3%), enquanto em São Bernardo, a faixa abrange 57.237 moradores (20%). Dos 55.140 profissionais de Santo André, que equivale a 20,9% do total, gastam duas horas ou mais para ir e voltar do serviço.

A quantidade de pessoas que perdem duas horas ou mais diariamente para ir e voltar do trabalho é maior na Região Metropolitana de São Paulo em compara­ção ao ABC. Nos 39 municí­pios da Grande São Paulo, 1,9 milhão de pessoas entram para o grupo, o que corresponde a 28,5% do total de trabalhadores com atividade profissional em outra cidade.

Na Capital, a parcela é ainda maior, com 31% do total, enquanto no Estado, a taxa cai para 28,5%. A média nacional de pessoas que ficam pelo menos duas horas por dia no trajeto ao trabalho é de 11,4%.

Segundo especialistas, o tempo perdido no desloca­mento para o serviço pre­judica o desenvolvimento do trabalho por conta do desgate físico e mental.