São Bernardo intensifica ações de combate à tuberculose a partir de segunda-feira

*Da redação

A Prefeitura São Bernardo do Campo intensificará entre 24 de fevereiro e 15 de março as ações de combate à tuberculose. A campanha, que tem como objetivo diagnosticar novos casos da doença, é realizada duas vezes ao ano, sendo a segunda em novembro.

As ações são reforçadas nesses dois períodos, mas ao longo do ano os agentes de Saúde realizam a busca ativa por novos casos da doença, trabalho para o qual contam com a ajuda de outros profissionais do setor, também capacitados para reconhecer os sintomas. Para detectar a tuberculose é necessário que se faça o exame de escarro, disponível em todas as UBSs da cidade. O resultado sai em 24 horas.

Quando há confirmação da doença, também são realizados exames em pessoas que convivem com o portador, como vizinhos, colegas de trabalho e familiares.

No momento, 250 pacientes fazem o tratamento da doença no Ambulatório de Especialidades Médicas. O tratamento, que dura em média seis meses, é feito em duas etapas. Na primeira, de dois meses, o paciente deve tomar o medicamento – composto de quatro antibióticos — quatro vezes ao dia. Na segunda etapa, de quatro meses, são ministrados quatro comprimidos/dia – de dois antibióticos.

Depois de sentir dificuldades para respirar e ter suores noturnos, o munícipe Fábio Pereira dos Santos procurou atendimento no Pronto-Socorro Central. Com o diagnóstico positivo de tuberculose, teve início o tratamento, que já dura seis meses.

Santos está na cidade há quase 40 anos, mas acredita que o fato de atualmente morar no albergue municipal facilitou o seu tratamento. “O acompanhamento médico é feito mais de perto, e com isso estou conseguindo me curar da doença”, disse.

Rede pública – De acordo com Andréia Gomes Farias Zamignani, coordenadora do programa na Secretária de Saúde, o tratamento contra a tuberculose é oferecido somente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e mesmo os casos diagnosticados na rede privada são encaminhados para o sistema público. “Isso ocorre para que exista a possibilidade de controlar melhor a entrega dos medicamentos, que devem ser tomados na frente do profissional de Saúde”, explicou.

Andréia destacou que é importante que o paciente leve o tratamento até o final, pois caso não faça, pode tornar a doença incurável. “Quando se deixa de tomar os remédios, o bacilo que causa a doença se fortalece e pode ficar imune aos medicamentos, o que inviabiliza a cura”, afirmou.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch e atinge sobretudo os pulmões. A transmissão se dá por meio da tosse e de espirros. Os sintomas são tosse contínua por mais de três semanas, febre baixa, emagrecimento, suores noturnos, fraqueza e falta de apetite.