Santo André terá Comitê de Proteção e Defesa dos Animais

Novo órgão, que terá portaria publicada nos próximos dias, envolverá várias secretarias do governo municipal na construção de políticas públicas para a causa

Com direito à participação popular, a Secretaria de Saúde instituirá o Comitê Municipal de Proteção e Defesa dos Animais. Na prática, o novo órgão vai além de mais uma ferramenta para criação de ações efetivas contra o abandono, maus-tratos, castração e vacinação contra a raiva dos pets. A intenção do governo andreense é garantir uma política pública de cuidado animal. Até o momento, foram realizadas três reuniões para elaboração do regimento. A próxima está marcada para o dia 4 de fevereiro – sempre na primeira terça-feira de cada mês.

 “Nossa proposta é envolver outros departamentos e secretarias da Prefeitura. Não se trata de uma causa apenas da Pasta da Saúde”, defendeu a diretora do Departamento de Vigilância à Saúde, Maria Luiza Malatesta – a área a qual atua é vinculada à Gerência de Zoonose. E a gestora acrescentou: “Temos de ir além nesta discussão, inclusive com a participação da sociedade civil e das organizações de defesa dos animais. Ou seja, criarmos um programa com as devidas competências e fluxos para, por exemplo, estabelecermos uma política pública de posse responsável na cidade.”

O que foi compartilhado pela veterinária Simone Ortiz Rizzotti, que foi eleita para presidir o comitê. “O vínculo com o animal doméstico hoje é muito maior do que décadas atrás, inclusive ele passou a fazer parte da família”, avaliou a médica, com a experiência profissional de 15 anos na área.

E não foi apenas o pensamento da população que mudou em defesa da causa. As próprias indústrias do mercado pet cresceram e demonstraram outro olhar para o tema. Uma prova é o próprio IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que passará a incluir os animais de estimação em seus levantamentos. No País, não há dados oficiais sobre quantos são os cães, gatos, pássaros, peixes, roedores e répteis domésticos. As empresas do setor contribuirão neste inédito trabalho. Os dados passarão a fazer parte da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), a pedido do Ministério da Saúde. A partir dos números, o próprio governo federal poderá definir políticas mais específicas para a saúde animal, como as campanhas de combate à raiva.