Pinguins põe ovos na Sabina Escola Parque do Conhecimento


Começou a contagem regressiva para a chegada de novos pinguins na Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André. O pinguinário, que atualmente abriga 23 aves da espécie, vai ganhar novos moradores, desta vez nascidos no local. Isso porque quatro fêmeas puseram ovos e os casais se revezam nos cuidados com os futuros “bebês”. Em busca de maior proteção, os ninhos estão escondidos, em área inacessível aos visitantes, mas a Escola Parque está providenciando fotos que serão expostas para que o público possa curtir todo o processo de incubação, que dura aproximadamente 40 dias.

Na Patagônia, Argentina e Chile, locais de origem dos animais, os ovos são botados durante a primavera, nos meses de outubro e novembro. Por isso, os biólogos da Sabina disponibilizaram feno para os pinguins construírem seus ninhos, caso o instinto falasse mais alto. E foi o que aconteceu. As aves fizeram quatro ninhos – no total, são sete ovos –, quantidade que dá mais satisfação à equipe de profissionais da Sabina. “Isso significa que os animais estão adaptados e saudáveis em nosso recinto. Do contrário, não reproduziriam. E este é apenas o começo. Acreditamos que todos os anos, daqui pra frente, poderemos ter ovos no pinguinário”, comemora o biólogo responsável, Marcus Corradini.

Os pinguins da Sabina são jovens, o mais novo tem dois anos, mas a maioria tem seis anos, período em que os machos atingem sua maturidade sexual. Em 2012, apenas um casal colocou ovos, no entanto, não estavam fecundados.

PINGUINS-DE-MAGALHÃES – Os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) são aves marinhas com o corpo adaptado para viverem na água. Não voam e têm suas asas modificadas em nadadeiras. São animais com aproximadamente 70 cm de altura e pesam cerca de 5 quilos. Esta espécie vive em uma zona de clima temperado, podendo sofrer variações na temperatura do ambiente de 7 a 35°C. Sendo encontrada na Patagônia, Argentina e Chile, formando grandes colônias, chamadas de pinguineiras.

No período não reprodutivo, os pinguins saem em busca de alimento se aventurando por distâncias mais longas, podendo chegar ao nosso litoral sudeste, buscando peixes, lulas e pequenos crustáceos. Normalmente vivem em grupos de 20 ou mais. É nesta ocasião que eles são encontrados, muitas vezes fracos, debilitados e necessitando de cuidados. Estes animais são encaminhados a Centros de Reabilitação de Animais Marinhos, e após estabilizados são levados para instituições que possam utilizá-los como forma de Educação Ambiental e pesquisa para melhor conhecimento da espécie como a Sabina Escola Parque do Conhecimento, onde o pinguinário possui 114m2 e reproduz o cenário de origem dos animais na Patagônia.

SABINA ESCOLA PARQUE – Além de ver os 23 simpáticos pinguins-de-magalhães que conquistam crianças e adultos, o visitante da Sabina pode conhecer a única réplica da América Latina do esqueleto de um Tyrannosaurus rex, com 12,8 metros de cumprimento e um robô de Ceratosaurus nasicornis que se movimenta e emite sons. No espaço também estão raias, moréias, um tubarão lixa do aquário e uma nave que simula um sobrevôo a Santo André e mergulha na área preservada da laje de Santos. Um outro simulador, o Fúria da Natureza possibilita ao visitante o contato com furacões, vulcões e terremotos por meio de uma plataforma segura. No piso superior, experimentos de física, química e biologia desvendam os mistérios da ciência.