Preço da cesta fecha março com alta de 1,85% em relação ao mês passado

Variação representou custo adicional de R$ 9,87; enquanto um dos destaques negativos ficou por conta do quilo do feijão, que subiu 5,94%, principal queda foi no tomate, 2,86%

Pesquisa produzida pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) para aferir o preço dos itens que compreendem a cesta básica aponta que no fechamento deste mês a variação em relação a fevereiro foi de 1,85% a mais, o que representa um custo adicional para os consumidores de R$ 9,87. Dos 34 produtos, enquanto 22 apresentaram altas, 11 retraíram e apenas um se manteve estável. Os destaques negativos ficaram por conta do aumento do preço na dúzia dos ovos, 6,07%; no feijão carioca, 5,94%; no leite integral, 5,92%; além da banana nanica, 5,74%; já os itens que representaram certo alívio para o bolso, embora de forma mais tímida, foram os 2,86% no tomate e outros 2,40% na cebola.

“Em relação ao grão e a banana, o excesso de chuvas prejudicam a produção nesta época, influenciando na perda de qualidade e, consequentemente, no aumento do preço. Entretanto, acredito que o quadro deva se reverter com o final desta estação chuvosa. Já no caso dos ovos e do leite a alta é atribuída a interferência de outros fatores, como a taxa de câmbio e o custo de insumos como o milho”, aponta o engenheiro agrônomo e responsável pela pesquisa Fábio Vezzá de Benedetto.

QUEDAS – Depois de apresentarem os piores valores nos meses de janeiro e fevereiro, o tomate e a cebola recuaram em março. Enquanto o primeiro ficou 2,86% mais em conta, o segundo registrou 2,40% a menos na hora do pagamento. “Enquanto para o tomate o clima de dezembro prejudicou seu cultivo, diminuindo a oferta com a alta nos preços, no caso da cebola, além das condições meteorológicas, a taxa cambial também influenciou nos preços durante os primeiros dois meses do ano. Atualmente, os dois ainda seguem com ofertas restritas e preços relativamente altos, contudo, houve queda, pois os preços de produtos perecíveis não se sustentam em patamares muito elevados durante muito tempo”, concluiu Benedetto, ao explicar os motivos que acarretaram na queda de preços de ambos os itens registrados neste mês.