Levantamento da Craisa apurou que elevação foi puxada pelo grupo dos hortifrutigranjeiros, em especial o tomate, que ficou 21,06% mais caro
“A pressão dos preços dos hortifrutigranjeiros que ainda sofrem muito devido a escassez de água continua influenciando significativamente no aumento da cesta básica”. A constatação é do engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá de Benedeto, ao explicar os motivos que levaram o preço na região do Grande ABC fechar abril com alta de 1,92% em relação ao mês passado. O percentual representa um acréscimo de R$ 8,99 no conjunto de 34 itens que compreende a cesta. Se, em março, o custo médio foi de R$ 468,97, neste mês, a soma foi de R$ 477,96.
Enquanto os quilos do tomate e da banana subiram 21,06% e 15,63%, respectivamente, os outros produtos a apresentarem altas foram o litro do leite longa vida em 8,81% e o quilo da carne bovina de segunda em 8,44%, além da unidade da alface em mais 8,04%.
QUEDA – Por outro lado, itens importantes como o arroz e o feijão apresentaram ligeiras quedas – o primeiro recuou 1,66% e, o segundo, 1,37% –, assim como o frango (1,66%), que se tornou uma alternativa para a alta registrada no quilo da carne bovina de segunda. Em relação ao quilo da batata que retraiu 12,41%, Vezzá explica que as altas exageradas praticadas durante o ano passado impulsionaram a produção, garantindo para este momento ofertas em abundância.