Foram 23 vítimas fatais contra 18 no mesmo período do ano passado; no acumulado do quadrimestre o aumento foi de 60, em 2024, para 79 em 2025.
O número de mortes no trânsito do Grande ABC cresceu 28% em abril deste ano em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com levantamento do Diário, com base em dados do InfoSiga, sistema de monitoramento do governo estadual gerenciado pelo Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo). Foram contabilizados 23 óbitos em abril deste ano, contra 18 em 2024.
São Bernardo liderou o ranking com 13 das 23 mortes, seguido de Santo André (7). Diadema, Mauá e Ribeirão Pires registraram uma morte cada. São Caetano e Rio Grande da Serra não tiveram óbitos no trânsito no último mês. No acumulado de janeiro a abril de 2025, a região registrou 79 mortes, um crescimento de 31% em comparação com o mesmo período do ano passado, com 60.
Apesar do número de mortes subir, o total de acidentes caiu 17%, o que mostra uma maior mortalidade. Foram 449 acidentes, entre fatais e não fatais, em abril deste ano, e 544 no mesmo mês de 2024. No quadrimestre a queda foi de 9%, caindo de 2.110 acidentes no ano passado para 1.918.
PEDESTRES
Um dado que chama atenção é o aumento da proporção de pedestres entre as vítimas fatais. Em abril deste ano, das 23 mortes, nove envolveram pedestres, sete motocicletas, quatro automóveis e dois caminhões. Uma morte está registrada como indisponível a informação do meio de transporte.
No mesmo mês de 2024, quando ocorreram 18 mortes no trânsito da região, apenas três foram pedestres e 55% (10) das vítimas fatais ocorreram em acidentes com motocicletas. No acumulado de janeiro a abril de 2024, apenas 21% das mortes foram pedestres atropelados. Neste ano, o número cresceu para 37%.
IMPACIÊNCIA
A vendedora de São Bernardo, Vânia Carvalho, 30 anos, credita o aumento do número de mortos no trânsito à impaciência. “Nós temos que dirigir pelos outros também. Tem gente que não espera o farol abrir e quer passar antes das pessoas atravessarem. As pessoas estão perdendo a cabeça muito fácil”, avalia.
Cátia Arias, 51, é vendedora em Santo André e sinaliza a pressa no trânsito e falta de respeito aos pedestres, mesmo na faixa. “Os motoristas não respeitam o semáfaro. Tenho dificuldade para atravessar. As pessoas estão muito estressadas no trânsito, sempre apressadas”, afirma.
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Fonte: Diário do Grande ABC