Equipes de combate à dengue de S.Bernardo realizam mais de 1,1 milhão de visitas em 2013

*Da redação

As equipes responsáveis pelas ações de combate à dengue em São Bernardo do Campo, formadas por agentes comunitários de Saúde e outros profissionais da Secretaria de Saúde, realizaram aproximadamente 1,1 milhão de visitas em imóveis da cidade em 2013. Segundo balanço da Pasta, apenas em janeiro deste ano, foram feitas mais de 80 mil visitas. O resultado positivo do trabalho desenvolvido pode ser verificado na redução de casos da doença na cidade e na diminuição na quantidad e de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. 

As ações de combate à dengue foram intensificadas no período de chuvas, que tem início em novembro e segue até abril. Levantamento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) mostra que entre 1º de janeiro a 20 de fevereiro de 2013, foram confirmados 50 casos importados e oito autóctones (contraídos dentro do município). No mesmo período de 2014, foram confirmados nove casos importados e um autóctone.

Quanto aos criadouros, nos dois primeiros meses de 2013 foram contabilizados 370 locais. Neste ano, no mesmo período, foram encontrados 184 criadouros do mosquito. “Isso mostra que esse trabalho intenso está dando resultados”, destacou a veterinária do CCZ e coordenadora do programa de combate à dengue Karen Aparecida Jorf.

Segundo ela, a queda também pode estar relacionada à falta de chuvas neste começo de ano, mas aponta um risco por conta do feriado prolongado: “É comum haver aumento de casos no período pós-Carnaval, por causa das pessoas que viajam para locais onde há um risco maior de contrair a doença”, disse.

Para o trabalho de combate à dengue, a Prefeitura conta com 1,1 mil agentes comunitários de Saúde, que fazem visitas diárias a domicílios da cidade, para identificar novos criadouros e dar orientações sobre medidas que os moradores podem tomar para ajudar no combate. Também há um agente de combate à dengue em cada Unidade Básica de Saúde (UBS). “Esse agente faz um trabalho mais minucioso, como vistoria em caixas d’água, por exemplo”, explicou a coordenadora.

A CCZ conta ainda com duas equipes que percorrem bairros em busca de focos do mosquito, além de trabalho quinzenal com visitas a locais com histórico de criadouros. Há cada três meses, equipes também vistoriam imóveis com grande circulação de pessoas, como unidades de Saúde e escolas, entre outros. Há ainda inspeções em depósitos de ferro-velho, borracharias e em estabelecimentos que armazenam pneus e recipientes que podem acumular água.

De acordo com Karen, atualmente não há trabalho focado em bairros com maior incidência do mosquito, mas intensificação das ações em toda a cidade. “O mosquito está aí. Temos que combatê-lo e precisamos da ajuda da população para isso”, afirmou.

Trabalho casa a casa – Todos os dias, agentes comunitárias de Saúde visitam moradores para orientar sobre como evitar criadouros do mosquito. “Além de nos lembrar de exames, consultas e nos trazer guias médicas, as agentes ensinam o que devemos fazer para não deixar o mosquito procriar”, disse Maria Auxiliadora de Freitas, moradora da Vila São Pedro.

Maria disse que faz sua parte em casa, como não deixar água acumulada em pratos de vasos de planta e colocar sal grosso nos ralos, para inibir a presença do mosquito. Mas também cobra ações dos vizinhos: “O trabalho tem que ser de todos. De nada adianta uma parte tomar todos os cuidados e outra não fazer nada”, afirmou.

A agente de Saúde Ilze Aparecida Amaranti disse que grande parte da população colabora com as ações, mas sempre há alguns mais resistentes. “Somos insistentes com isso, pois sempre cobramos que as orientações sejam colocadas em prática”, destacou.

O CCZ recomenda que, ao viajar, os proprietários de domicílios não se esqueçam de tampar caixas d’água, ralos e vasos sanitários. Também é necessário manter piscinas tratadas ou mesmo esvaziadas, caso o período de viagem seja longo.