Custo da cesta básica volta a subir no Grande ABC

Índice de 1,60% foi puxado, principalmente, pela elevação nos preços do arroz, em 1,60%; feijão, em 2,04%, além da carne bovina de 2ª, em mais 6,86%

O preço do conjunto de 34 itens que compõem a cesta básica voltou a apresentar elevação de preço na região. De acordo com o levantamento desta semana, feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), a alta de 1,60% – o que representa um custo adicional de R$ 8,49 – foi puxada pelo aumento no preço de produtos que não podem faltar na mesa do brasileiro, caso do arroz, que subiu 1,60%; do feijão, em outros 2,04%; além da carne bovina de 2ª, que ficou 6,86% mais ‘salgada’. Desta forma, enquanto na pesquisa anterior eram gastos, em média, R$ 530,17 para a aquisição de todos os produtos, agora não sai por menos de R$ 538,66.

“Infelizmente, para os casos do arroz e da carne, o preço está relacionado diretamente com a questão cambial, o que eu acredito que deva ser normalizado muito em breve. Já no caso do feijão, desde o início de dezembro, o grão já acumula uma alta, em média, de R$ 0,50 no quilo somado a este fator, há hoje uma grande diferença de preços entre os diversos mercados pesquisados”, explica o engenheiro agrônomo da Craisa e responsável pelo levantamento, Fábio Vezzá de Benedetto, ao sugerir que, devido a esse aspecto – variação de preços – vale a pena o consumidor pesquisar bem antes de comprar. A diferença entre o mais caro e o mais barato chega a incríveis 145%.

Outro item da cesta que já começa a apresentar certa ‘preocupação’ é o tomate que, nesta semana, apresentou uma alta de 11,24%. A dificuldade de se encontrar algum fruto de boa aparência e qualidade nas gôndolas dos mercados já reflete diretamente no preço já que está custando, em média, R$ 8 o quilo. “As fortes chuvas de verão, aliadas ao calor é o que tem desfavorecido seu cultivo e colheita”, aponta Vezzá ao lembrar que, apesar de sofrerem das mesmas condições, os preços da alface e da batata trouxeram alívio para o bolso dos consumidores uma vez que recuaram nesta semana 9,96% e 7,61%, respectivamente.