Casos de síndrome gripal aumentam de 50% a 87% em cidades do ABCD

Unidades de saúde têm registrado aumento na procura por atendimento médico, segundo informações das Prefeituras

Alguns municípios do Estado de São Paulo têm identificado um aumento significativo do número de pessoas com síndrome gripal. Na região do ABCD e na Capital Paulista, por exemplo, as unidades de saúde têm registrado aumento nos atendimentos. O crescimento varia entre 50% e 87%.

São Caetano

A cidade de São Caetano já observou aumento de 72% na procura de atendimentos por síndromes gripais na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), 133% na Carreta da Saúde (que funciona anexa ao pronto-socorro) nos últimos três dias. Já na UBS Caterina Dall’Anese, que atende casos de síndromes gripais, o aumento foi de 58% (comparados a primeira quinzena do mês passado).

De acordo com a Prefeitura, a vacinação contra Influenza é feita por meio de campanha organizada pelo Ministério da Saúde. Este ano a campanha foi realizada entre os dias 12 de abril e 16 de agosto. A cidade recebeu 61.330 doses de vacina e, ao final da campanha que atendeu grupos prioritários, as doses remanescentes foram disponibilizadas para toda população. A cobertura vacinal contra Influenza para os grupos prioritários ficou em 85%.

“Vale dizer que não houve registro de aumento de casos de internações. São casos gripais leves. São Caetano conta com estrutura robusta para atendimento médico hospitalar e está preparado para atender a demanda. Em casos de sintomas leves de gripe o munícipe deve procurar a UBS Caterina Dall’Anese (Rua Prates, 430 – Olímpico), das 7h às 19h”, afirmou a Prefeitura.

Ribeirão Pires

Em Ribeirão Pires, houve um aumento de atendimentos de síndrome gripal em  50%. O atendimento que girava em torno de 250 por dia subiu para 375 nos últimos
dias.

“A Prefeitura de Ribeirão Pires está reforçando o atendimento para
atender toda a demanda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA Santa
Luzia)”, informou a administração.

Diadema

A Prefeitura de Diadema, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), alerta que nos últimos dias tem registrado aumento exponencial de atendimento, sobretudo de clínica médica, nos serviços de Pronto Socorro e Pronto Atendimento do município.

No Hospital Municipal de Diadema (HMD), por exemplo, de 1º a 5 de dezembro, eram abertas em média, 438 fichas de atendimentos durante um plantão de 24h. Nesta segunda-feira (13/12), foram 645 fichas, sendo que 304 apenas no período das 7h às 19h.

Segundo levantamento feito pela diretoria do HMD, das 645 fichas abertas, 398 foram para clínica médica (62%). Destas 398, 346 com queixas gripais, o que representa 87% dos atendimentos de clínica, o que fez aumentar o tempo de espera pelos casos de menor gravidade.

Até o momento, os casos, em sua grande maioria, têm dado resultado negativo para a covid-19, o que demonstra que a campanha municipal de vacinação surtiu o efeito esperado e tem conseguido frear o avanço da doença na cidade. Entretanto, outras doenças típicas desse período também são perigosas e podem, em casos graves, levar a óbito. Municípios como o Rio de Janeiro já registram nesse momento um surto de influenza tipo A. A Fiocruz, em seu Boletim InfoGripe divulgado no dia 9 de dezembro, também alertou para o risco de surtos de gripe no Brasil.

“O momento ainda é de atenção. Nossa recomendação é que as pessoas evitem exposição desnecessárias e sem proteção. Vamos continuar mantendo as medidas restritivas na cidade e estamos monitorando de perto os dados epidemiológicos de Diadema e de outras cidades”, afirmou a secretária municipal da saúde, Dra Rejane Calixto.

A fim de prevenir o surgimento de novos casos e também como medida de controle da pandemia de covid-19, que ainda não acabou, Diadema recomenda que a população continue mantendo os protocolos de distanciamento físico, higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel e fazendo uso correto da máscara de proteção individual, sobretudo em locais fechados.

 Mauá

Em Mauá, até 08 de dezembro, houve um aumento de 53,1% de registro de casos de síndrome gripal em relação ao mesmo período de 2020. “Por conta do aumento do número de atendimentos nas UPAs nos últimos dias, o município ampliou o quadro de médicos por plantão nas unidades. Além disso, a Secretaria de Saúde está monitorando os casos de gripe e aguardando o resultado das análises enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, bem como as orientações do governo estadual”, afirmou.

São Bernardo

A Prefeitura de São Bernardo, por meio da secretaria de Saúde, informou que em 2021 foram 13 casos de Influenza detectados na cidade, sendo 11 deles apenas em novembro e dezembro.

“As estratégias de enfrentamento e de vacinação para possíveis surtos de doenças epidemiológicas são e serão realizadas de acordo com as orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE). Todos os serviços de saúde da rede estão preparados para atendimento dos casos. O paciente com Síndrome Gripal que procurar o serviço de saúde será acolhido para atendimento”, afirmou.

Santo André

Santo André também confirmou o aumento, mas não revelou o índice diferentemente das outras Prefeituras. “Santo André, assim como outros municípios, vem registrando um aumento de fluxo nos serviços de saúde, associado a queixas de síndrome gripal. Esclarecemos que a vacinação de novos públicos contra o vírus influenza depende do envio de doses pelo Governo do Estado. A recomendação é que o munícipe procure uma unidade de saúde para casos de sintomas leves ou não desaparecimento de sintomas iniciais após o uso de antigripais. É importante também que as pessoas sigam os protocolos para evitar o contágio: cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar aglomerações e lavar sempre as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel”, afirmou.

Rio Grande da Serra

A Prefeitura de Rio Grande da Serra informou, por meio da Secretaria de Saúde, que houve aumento de atendimento na UPA, há casos suspeitos, mas, até o momento, não houve confirmação. “A gestão vai aumentar a capacidade de atendimento da UPA e intensificar as orientações aos munícipes”, disse.

São Paulo

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo identificou um aumento significativo do número de pessoas com síndrome gripal na cidade. Foram 91,8 mil atendimentos nos primeiros 15 dias de dezembro, enquanto, em todo o mês de novembro, foram 111,9 mil casos. Entre as pessoas que procuraram os serviços municipais de saúde em dezembro, quase a metade (45,3 mil) teve o caso classificado como suspeita de covid-19.

Neste ano, dos 119,8 mil casos identificados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), 205 (0,2%) do total, foram confirmados como causados pelo vírus influenza. Entre estes 20, o que representa 9,8% do total, foram identificados como influenza A (H1N1), quatro (3,8%) como influenza A (H3), 134 (34,3%) como influenza A não subtipado e 47 (19,9%)  e 47 (19,9%) como influenza B.

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