Ao menos quatro casos de réplicas de armas e ameaças em escolas estaduais foram registrados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) no Grande ABC, dos sete contabilizados pela Pasta na Região Metropolitana nos últimos dois dias. A estatística vem após o atentado realizado por um aluno que matou, dentro da sala de aula, a professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, em uma escola na capital Paulista. Outras quatro pessoas ficaram feridas e o adolescente acabou detido.
Em Santo André, segundo a SSP um aluno da Escola Estadual Nelson Pizzotti Mendes foi barrado por uma coordenadora ao tentar entrar na unidade na manhã desta terça-feira (28), após ela perceber um comportamento estranho do estudante. Um simulacro de arma de fogo foi encontrado com o adolescente, que teria brigado com um colega dias antes.
Na mesma cidade, também nesta terça (28), uma menina de 11 anos levou para a escola, dessa vez a EE Professor José Carlos Antunes, na Vila Luzita, uma arma usada para a prática de Airsoft, que é bastante parecida com uma pistola verdadeira. Ela estava na mochila da criança. Aos policiais, a menina contou que a réplica pertence ao irmão, mas não detalhou o motivo pelo qual levou o objeto à unidade. Ainda em Santo André, segundo a SSP, um aluno também ameaçou uma professora dizendo que “os professores deveriam ser esfaqueados”, fazendo menção ao caso da escola da Vila Sônia, em SP. A unidade onde o caso aconteceu não foi divulgada.
Em São Bernardo, na EE Maurício Antunes Ferraz, um aluno de 18 anos entrou na unidade com um punhal. Segundo a PM, um amigo dele teria sido expulso no dia anterior e a equipe da unidade estava com medo de “retaliações”. O rapaz foi levado à delegacia e um boletim de ocorrência foi registrado. Segundo a SSP, no entanto, o jovem disse que teria levado o punhal apenas para mostrar aos colegas, mas que tinha o objeto para se sentir mais seguro diante de ofensas homofóbicas que vinha sofrendo.
A Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) informou que a diretoria das unidades estão à disposição da comunidade escolar para esclarecimentos e que os casos foram registrados na Plataforma Conviva, que possui uma equipe responsável para realizar ações de mediação com estudantes e servidores.
Fonte: Diário do Grande ABC