Grande ABC supera marca de 8.000 mortes por Covid-19

Mês de maio, que terminou ontem, se tornou o mais letal de toda a pandemia, ao registrar 1.193 falecimentos

Vinte e cinco dias depois de superar a barreira das 7.000 mortes em razão da Covid-19, o Grande ABC ultrapassou nesta segunda-feira (31) a marca das 8.000 mortes. Com mais 63 falecimentos reportados pelas prefeituras, a região chegou a 8.012 perdas desde o início da pandemia.

As novas variantes, somadas à maior flexibilização do comércio são apontadas pelos especialistas as razões para o aumento no número de vítimas fatais da doença nas últimas semanas e fazem os secretários municipais de Saúde de Santo André, Marcio Chaves, e de São Caetano, Regina Maura Zetone, acreditarem que a região está prestes a entrar em terceira onda de infecções.

Os números confirmam a projeção. O mês de maio foi o mais letal desde que os primeiros casos de coronavírus foram identificados nas cidades do Grande ABC, em março de 2020. Com os novos óbitos as sete cidades acumularam 1.193 mortes em maio, contra 1.149 de abril, que era o mês com mais perdas até então.
Os falecimentos de ontem foram informados por Santo André (18), Mauá (17), São Bernardo (dez), Ribeirão Pires (nove), Diadema (quatro), São Caetano (quatro) e Rio Grande da Serra (um).

Ao contrário do que aconteceu com as mortes, houve redução significativa no número de casos de coronavírus em maio. Foram 15.014 registros nos 31 dias, menor número desde novembro de 2020. Como comparação, em abril, foram 21.681 novos infectados e, em março, mês como maior número de registros, foram 24.851.

Com isso, a taxa de letalidade da doença em maio, quando se compara o número de mortes com o de infectados, fechou em 7,95, ou seja, de cada 100 pessoas que contraem o coronavírus, oito morrem atualmente nas sete cidades. O número só não é maior do que o registrado em abril de 2020, logo no começo da pandemia, quando os testes eram de difícil acesso e por isso o número de contaminados era bem menor.

Fonte: Diário do Grande ABC