Duda, da BM&F Bovespa/São Caetano, é bicampeão mundial no salto em distância

Mauro Vinícius da Silva, o Duda, é bicampeão mundial indoor. Sábado (8/3), no Mundial Indoor de Sopot, o saltador em distância do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA/São Caetano marcou 8,28 m para repetir o título que já havia conquistado em Istambul/2012, tornando-se o primeiro bicampeão mundial indoor do Brasil. A prata ficou com o chinês Jinzhe Li (8,23 m) e o bronze com o sueco Michel Tornéus (8,21 m).

“Sou o cara mais feliz do mundo!”, disse Duda, após a prova. “Não só por ter conquistado o bicampeonato mundial, mas também por ter igualado o recorde brasileiro indoor, que já era meu. Atleta tem mania de dizer que a ficha ainda não caiu, mas a minha ainda não caiu mesmo. Acho que só amanhã vou começar a entender melhor o que é ser bicampeão mundial.”

O salto do título veio na sexta e última tentativa. Até então, Duda era o quinto colocado, com 8,06 m. Mais uma prova com muita emoção, como já havia ocorrido na véspera, na etapa de qualificação, quando conquistou a marca para disputar a final no último salto, com 8,02 m. Duda igualou o recorde brasileiro indoor, com o salto de 8,28 m – a marca era dele mesmo desde 2012, em Istambul, na Turquia.

Duda sofreu com lesões, que atrapalharam sua preparação para Sopot. Chegou ao Mundial sem ritmo de competição, que foi adquirindo ao longo da disputa. “Mas na hora de um Mundial não existe 60 ou 85%. Na hora da adrenalina, não sabemos bem o que acontece. O atleta põe o coração na ponta da sapatilha e ganha uma força extra. Isso também vem da energia positiva da torcida, que chega até aqui”, disse Duda, não se esquecendo de agradecer a Deus pela conquista.

“Deus é sempre justo, deve sempre estar na frente. Mas o treino e o trabalho precisam ser fortes ou não chegaremos a nenhum lugar. Acho até que trabalhamos em excesso e então as lesões vieram. Só que não existe campeão mundial sem muito treino e dedicação. Eu treinei e tinha de fazer próximo do meu melhor. Então, é ter frieza para, na hora da prova, justificar o trabalho, ou seja, fazer o que foi treinado”, finalizou Duda.