Cardiopatia congênita: você sabe o que é&#63

A cardiopatia congênita é uma doença que afeta cerca de 23 mil crianças recém-nascidas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ela é caracterizada por uma disfunção ou mudanças na estrutura do coração, o que pode causar alterações no organismo do bebê.

Estas alterações acontecem quando o feto está em formação no útero da mãe e é uma das principais causas de óbito entre bebês recém-nascidos, se compararmos às outras anomalias cardíacas. Por isso, é essencial que a mulher cuide de sua saúde durante a gravidez e seja devidamente acompanhada por um médico.

Existem diversas teorias sobre como esta patologia pode surgir, como ingestão de alguns medicamentos e álcool, contato com produtos químicos, contrair de infecções, uso contínuo do cigarro durante a gestação, além de diabetes e fatores hereditários estão entre as possíveis causas.

Os exames pré-natais e em bebês recém-nascidos são importantes para a monitoração de sua saúde. No caso deste problema cardíaco, vale lembrar que, muitas vezes, ele só é descoberto depois de alguns anos. Conheça um pouco mais sobre suas características.

Sintomas

Os pais devem ficar atentos para levar os filhos a algum tipo de assistência médica assim que os primeiros sinais se manifestarem, já que é uma doença que pode ser fatal para o organismo do recém-nascido.

Alguns indícios desta doença são: lábios e dedos roxos ou azulados, suor intenso, irritabilidade, inchaço, palidez, dificuldade para ganhar peso, pouco apetite, facilidade em adquirir infecções pulmonares e a aparente dificuldade ou esforço aio tentar respirar. Já em crianças mais velhas, a cardiopatia pode causar aceleramento nos batimentos cardíacos, boa roxa após esforços e atividades, baixo desenvolvimento e controle.

Diagnóstico

Assim como acontece com todas as doenças, quanto mais cedo a cardiopatia congênita for diagnosticada, melhor. É possível realizar um exame ainda durante a gestação, o ecocardiograma fetal. Ele avalia se já há algum tipo de alteração na formação dos órgãos.

Já o teste do coraçãozinho é capaz de mensurar a quantidade de oxigênio que passa pelo sangue, permitindo que seja avaliada sua condição. Além disso, o chamado ultrassom morfológico também é um meio de encontrar alterações e apontar cardiopatias

Tratamento

A cardiopatia congênita só pode ser tratada por meio de uma intervenção cirúrgica para a correção do defeito. Os casos mais brandos podem ser corrigidos espontaneamente após o nascimento, fazendo com que a criança se desenvolva normalmente.

Entretanto, quando a situação do paciente é mais crítica e o caso é grave, é necessária a avaliação do recém-nascido. Se ele tiver boas condições de saúde, o mais indicado é passar por uma cirurgia a fim de resolver o problema cardíaco do pequeno paciente.