Aumento alarmante de obesos em 40 anos preocupa a Organização Mundial da Saúde

De acordo uma pesquisa divulgada pelo periódico médico “The Lancet”, existem mais pessoas acima do peso do que abaixo do peso em todo o mundo. Mais de 640 milhões de pessoas são consideradas obesas segundo a análise de tendências globais do índice de massa corporal. Um em dez homens e uma em cada sete mulheres são obesos.

O estudo constatou um alarmante aumento nas taxas de obesidade nos últimos 40 anos: o número de pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 30 saltou de 105 milhões, em 1975, para 641 milhões em 2014.

A pesquisa é resultado da parceria entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e mais de 700 pesquisadores no mundo que analisaram informações de peso e altura de aproximadamente 200 milhões de adultos em 186 países.

Os dados apontam que existe um alto número de pessoas que podem desenvolver diversas doenças decorrentes do excesso de peso. O controle da pressão alta e do colesterol, por exemplo, pode ser feito com o auxílio de medicamentos, como o Xenilipi, que reduz em até 30% a quantidade de gorduras absorvidas pelo organismo após as refeições, inibindo a ação as enzimas responsáveis pela quebra e armazenamento das moléculas de gordura. Porém, toda medicação voltada para o auxílio na luta contra a obesidade só pode ser consumida após a recomendação médica, visto que a automedicação também é um problema de saúde mundial.

Mesmo com os avanços na indústria de fármacos e o aumento da acessibilidade aos medicamentos, existe a necessidade de mudanças econômicas e comportamentais em todo o mundo para combater a obesidade e evitar que ela se torne um mal social irreversível. Uma das medidas sugeridas por Majid Ezzati, professor da escola de saúde pública do Imperial College de Londres, é tornar os alimentos saudáveis tão acessíveis quanto os não saudáveis, principalmente em relação aos preços.