Televisão & Afins

09/11/2012 16:42 Redação Felipe Gatto

A música e os brasileiros

The Voice vira a sensação do momento. 

 

Nosso país é um país musical. Isso é incontestável. A música faz parte da vida dos brasileiros e é algo enraizado na nossa cultura, tradições, costumes e cotidianos, presente em todas as regiões, de norte a sul do mapa. 

 

Os famosos Festivais de MBP, transmitidos pelas principais emissoras de televisão da época, a partir dos anos 60, são exemplos de como a música é parte do brasileiro. Esses eventos foram marcos, pois pararam o país, além de revelarem e consolidarem grandes compositores e intérpretes da nossa música, como Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e muitos outros. 

Seguindo essa linha, atualmente existem na TV, vários programas onde as apresentações e disputas musicais são as grandes estrelas. Essas produções, além de visarem a audiência fácil de um povo que ama a música e se identifica com atrações nas quais participa torcendo, com emoção e interação, também incentivam o surgimento de novos talentos, fora colaborarem relevantemente com a disseminação de um pouco do nosso rico e vasto repertório de canções. 

Mas, engana-se quem pensa que apenas no Brasil os programas musicais são sucesso. Em diversos países, os reality shows de música fazem muito barulho e a cada dia ganham mais e mais versões. 

“Ídolos”, “Ídolos Kids”, “Programa Raul Gil”, “Astros”, “Acesso MTV” e “The Voice Brasil” são somente alguns programas – isso apenas citando a TV aberta – que hoje apresentam tipos de competição entre calouros anônimos, com objetivos dos mais distintos possíveis: aparecer, ficar milionário ou, até mesmo, se tornar uma estrela. 

Vamos comentar sobre The Voice Brasil, digamos que o queridinho do pedaço. Na grade da Globo há 3 meses, o programa já caiu no gosto popular. Com formato vindo da Holanda assinado por John de Mol (o mesmo criador do Big Brother), foi vendido para o mundo todo, onde pode ser visto em mais de 50 países diferentes. 

Com apresentações de qualidade, os candidatos são ouvidos pelos treinadores, que ficam sentados de costas para o palco e os escolhem apenas por sua voz. Após essa audição às cegas, cada treinador forma um grupo de 12 cantores, que concorrerão entre si até a grande final. 

O time escolhido para treinar as equipes é um dos pontos fortes do The Voice Brasil. Lulu Santos, Daniel, Cláudia Leite e Carlinhos Brown são os artistas que escolhem e auxiliam os calouros em busca de aprimoramento e belas apresentações. Espontâneos e à vontade, esses cantores conseguiram conquistar a empatia dos telespectadores – claro, alguns mais e outros menos – e fazer os episódios valerem a pena, pois gritam, choram, se emocionam e realmente parece que torcem por seus “pupilos”. 

Outro fator positivo é a chegada dos colaboradores, outros cantores renomados que têm uma participação reduzida nos grupos, mas que não deixam de abrilhantar a telinha, como é o caso de Luiza Possi, Ed Motta, Rogério Flausino e Preta Gil. Com ótimas sacadas, o programa ganhou muito com a entrada desses novos nomes. 

A apresentação pacata e por vezes sem sal de Tiago Leifert, a meu ver, é algo que ainda deixa a desejar, bem como o horário do programa, no meio de um domingo a tarde. Talvez se fosse em um dia da semana à noite, a audiência seria superior e as disputas ainda mais acirradas e vibrantes. 

Agora, resta saber se o vencedor do The Voice se tornará realmente um sucesso e será bem sucedido pós programa, visto que, pelo menos no Brasil, a tradição mostra que nem sempre quem ganha uma atração dessas se torna uma estrela da música. 

Bom, vamos aguardar e, por enquanto, torcer pelos nossos favoritos! 

 

 


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