Saúde

05/04/2018 01:06 Jornal Rudge Ramos on Line

Casos de Leishmaniose deixam moradores em estado de alerta

Nos últimos anos o índice da leishmaniose visceral caiu 12%, mas número de mortes ainda é alto
 
 

Surto de febre amarela, tuberculose, leishmaniose. Essas foram doenças muito faladas nos século passado, e até combatidas, mas que estão voltando com força total nos últimos tempos e que vem preocupando a população brasileira.

A leishmaniose é uma zoonose causada por um protozoário que acomete homens e animais. No meio urbano, o cão doméstico é um dos principais hospedeiros da doença. O responsável pela transmissão é o pequeno mosquito Lutzomyia longipalpis, mais conhecido por mosquito de palha ou birigui, em virtude da sua coloração amarela ou cor de palha.

Mesmo com redução de 12% no número de casos de leishmaniose visceral (LV) em dez anos, passando 3.651 para 3.200, e tendo 265 mortes em 2016, o número de óbitos recentes provocados pelo protozoário em todo o país é alarmante.Houve uma queda também de 43% da leishmaniose tegumentar (LT).

A contaminação ocorre quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário. Em virtude dos cachorros serem um dos reservatórios, e a doença não ter uma cura até então, muitas pessoas sacrificam os animais para o controle.

Os medicamentos utilizados atualmente para tratar a doença viseral não eliminam por completo o parasita. Para os homens, é ofertado tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O método para os cães, pode ser feito com um medicamento via oral ou injetável, em que o dono deve fazer acompanhamento todos os meses, como explica a veterinária, com o consultório localizado no Rudge Ramos, Ana Carolina Texeira. “O proprietário deve ser comprometido ao cuidar do animal, uma vez que a doença não tem cura. O tratamento feito em consultório é caro e varia em 800 e 850 reais. E toda vez que o remédio é aplicado, o Ministério da Agricultura deve ser notificado”, disse.

Para a prevenção da doença nos cães, coleiras com repelentes ao mosquito transmissor são utilizadas. A veterinária comenta que a eficiência do objeto é de, em média, oito meses. Cuidados com o ambiente propício para a proliferação do vetor também é importante, vapor isso limpezas periódicas em quintais, retirando o lixo orgânico e usando inseticida,são recomendadas.

Além disso, já existe uma vacina para os animais e seria “interessante” aplicar anualmente, como opina a veterinária. Antes é feito a sorologia (exame de sangue), a fim de saber se o animal já contraiu a doença. Em caso negativo, a vacina pode ser aplicada. O valor, em média, é de 150 reais.

Os sintomas que indicam a doença nos humanos são febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia. Já nos cães é emagrecimento, perda de pelos, fraqueza, feridas, gânglios inchados, crescimento exagerado das unhas e anemia. Em qualquer suspeita de presença da zoonose, o recomendado é levar o animal ao veterinário. “Ficar atento aos sintomas e na prevenção são os passos fundamentais para tratar da doença”, finaliza a veterinária.


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