Saúde

02/03/2018 18:22 Fonte: DGABC

Paço de Mauá prorroga por um mês com FUABC

Contrato venceu na quarta, mas gestão Atila quer renovar com entidade só quando empossar secretário

Em mais uma demonstração de que renovará o contrato com a FUABC (Fundação do ABC) em breve, o governo do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), decidiu prorrogar por mais um mês o acordo com a entidade, já que o convênio atual venceu na quarta-feira.

Como o Diário vem mostrando desde janeiro, a tendência é a de que o Paço mauaense assine novamente com a FUABC e mantenha a entidade na gerência dos equipamentos de Saúde no município, sobretudo do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, por mais um período.

Segundo apurou o Diário, a ideia de estender por mais 30 dias o contrato tem como base aguardar a posse do novo secretário do setor, o nefrologista Ricardo Eugênio Mariani Burdelis, que terá como meta inicial a renovação do contrato com a FUABC. O nome de Burdelis já havia sido definido no início do mês passado, mas o futuro titular da Pasta ainda não assumiu o cargo porque precisava se desligar do governo federal, onde atuava como adjunto de controle e monitoramento sanitários da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Desde dezembro, quando Márcio Chaves (PSD) deixou o posto para assumir a mesma Pasta em Santo André, o setor tem sido comandado interinamente pelo secretário de Assuntos Jurídicos, Rogério Babichak.

Por meio de nota, a FUABC indicou que a renovação do contrato com o Paço de Mauá já está a caminho. A entidade alegou que a prorrogação do acordo por mais um mês foi aprovada pelo conselho curador da Fundação e que esse “prazo será utilizado para tratativas finais sobre o novo plano de trabalho para a gestão do Cosam (Complexo de Saúde de Mauá, nome dado à rede de equipamentos de Saúde na cidade) e para o reconhecimento do valor da dívida do município com a FUABC”. A entidade, entretanto, não detalhou quanto custará a prorrogação temporária desse contrato. Pelo acordo que estava vigente até anteontem, o município repassava cerca de R$ 2 milhões por mês à FUABC, mas essa parcela deve ser reduzida numa nova negociação.

DÍVIDA
Desde o ano passado, ainda sob a gestão de Márcio Chaves, comissão formada pela cúpula da FUABC e pelo núcleo duro do governo Atila Jacomussi tenta chegar a um consenso sobre a real dívida que a organização tem direito de receber da Prefeitura por serviços prestados e não pagos no passado. Enquanto a FUABC chegou a reivindicar débito de R$ 123 milhões, o próprio prefeito estimou que o passivo gira em torno de R$ 35 milhões a R$ 39 milhões.

Na campanha eleitoral, em 2016, Atila disparava críticas ferrenhas ao modelo do contrato do município com a FUABC e chegou a cogitar o rompimento da parceria, o que nunca ocorreu. 


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