Saúde

17/11/2017 00:59 Fonte : Reporter Diario

Surto de febre amarela ainda não preocupa o ABC

Em meio a um novo surto que já chama atenção de moradores em São Paulo, principalmente na zona norte, a febre amarela ainda não é uma preocupação entre as prefeituras do ABC. Por ora, a avaliação dos governos municipais é de que a probabilidade da doença se propagar nas sete cidades é pequena e, por essa razão, a vacinação segue orientada apenas a pessoas que viajarão para áreas de risco de contaminação.

Cinco das sete prefeituras informaram que a região não atravessa um surto de febre amarela. São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá não registraram confirmação de pessoas contaminadas e tampouco vítimas fatais. Santo André, por sua vez, teve apenas uma morte em decorrência da doença, porém, a infecção do vírus ocorreu na cidade de Capitólio, sul de Minas Gerais.

Secretário de Saúde de São Bernardo e coordenador do GT (Grupo de Trabalho) do segmento no Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Geraldo Reple, explica que a região não está inserida nesse novo ciclo da febre amarela. “Se olhar o mapa, verá que a mata da zona norte (de São Paulo) terá continuação por Jundiaí, Campinas até Minas de Gerais. Aqui, temos o bloqueio da área urbana, não há conexão da mata entre as regiões”, diz.

Reple também assegura que não há casos de macacos contaminados no ABC, que tem vasta abrangência de mata atlântica. A região conta com espécies como o Bugio (Alouatta clamitans) e Sagui de tufos pretos (Callithrix penicilatta). Equivocadamente, há quem avalie que as espécies de primatas são os agentes transmissores da doença, o que não é verdade. Tanto os seres humanos como os macacos são vítimas e não podem transmitir de um a outro o vírus, que é disseminado apenas pelos mosquitos.

Onda de infecção teve início em Minas Gerais

O novo ciclo da febre amarela teve início em 2014, na área rural de Minas Gerais e chegou a São Paulo por meio do corredor verde, também formado pela mata atlântica, alcançando assim a zona norte da Capital.

A propagação da febre amarela começou a preocupar moradores da Capital a partir de macacos infectados, por meio da picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Entre os animais encontrados mortos, um Bugio teve a confirmação do vírus, no Horto Florestal, o que reforçou as ações de vigilância na área, inclusive no Parque Estadual da Cantareira. Outros dois macacos também estavam infectados no Parque Anhanguera. Todos os casos são da zona norte de São Paulo.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, são analisados 10 suspeitas de febre amarela. Tal número chegou a 14 pessoas, mas quatro foram descartadas. Neste ano, a Secretaria de Saúde registrou 12 casos confirmados, todos importados de outros estados e municípios no primeiro trimestre. Até quarta-feira (08), as 43 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da zona norte aplicaram 746.406 doses de vacinas contra a doença.

Tipos da doença

Existem dois tipos de febre amarela, embora ambas tenham os mesmos sintomas. A diferença, porém, está no vetor – agente transmissor. No caso da febre amarela silvestre, o perigo está nos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que transmitem tanto pessoas como macacos. A outra variação é a febre amarela urbana, cujo problema passa a ser o Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue, porém, esta variação da contaminação está erradicada no Brasil desde 1942.

Vacinação no ABC

Por ora, as prefeituras no ABC recomendam a vacinação preventiva contra a febre amarela apenas para quem for viajar a regiões endêmicas. Em Santo André, foram vacinadas 12.573 pessoas desde o começo do ano nas USs (Unidades de Saúde) Centro, Vila Luzita e Utinga. Já São Bernardo aplicou 12.871 doses, que hoje estão disponíveis apenas nas UBSs Vila Dayse e Ferrazópolis.

A Prefeitura de Mauá disponibiliza a vacinação contra a febre amarela nas UBSs da Vila Assis, Flórida, Magini, Zaíra II e São João, e o número de doses aplicadas de janeiro a setembro foi de 9.365. Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

Dengue no ABC

Se a febre amarela ainda não é motivo de grande mobilização no ABC, a dengue tem atenção redobrada. Segundo dados apresentados pelas prefeituras de Santo André, São Caetano, Diadema e Mauá, foram registrados neste ano 32 casos autóctones – originados na própria cidade – de infecção transmitida pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, ante a 4.865 incidentes com a doença em 2015.

As quatro cidades realizam nos fins de semanas medidas de prevenção à proliferação do mosquito por meio da campanha “Todos Juntos Contra o Aedes aegypti”, programa da Secretaria de Saúde do Estado em parceria com as prefeituras. A ação visa conscientização de casa em casa, distribuição de folhetos, banners educativos e mutirões. Também são realizadas ações de conscientização nas escolas municipais.

Segundo o secretário de Saúde de São Bernardo e coordenador do GT (Grupo de Trabalho) do segmento no Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Geraldo Reple, a tendência é que o baixo índice de infecção da dengue seja mantido em 2018. “Ultimamente encontramos pouca dificuldade no trabalho de conscientização. Em São Bernardo, por exemplo, temos trabalho nas escolas e folhetos nas ruas. E o governo estadual também entrou junto nesse trabalho”, avalia.


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