Policial

25/07/2016 08:37 Fonte: Diario do Grande ABC On line

Registros de latrocínio dobram na região entre janeiro e maio

O número de latrocínios registrados no Grande ABC entre janeiro e maio dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado, foram registradas 16 ocorrências do tipo em 2016, sendo que em 2015 foram 8.

A cidade com o maior número de registros de roubo seguido de morte é Diadema (cinco), seguida por Santo André (quatro) e São Bernardo (três).

Os números da região vão contra os observados na Capital e no Estado, onde houve queda no índice. Na Capital, passou de 51 para 44 e, no Estado, de 148 casos em 2015 para 135 em 2016.

Conforme o especialista em Segurança, ex-secretário nacional de Segurança Pública e ex-comandante da PM (Polícia Militar) José Vicente da Silva Filho, por ser ocorrência de difícil prevenção, os números de latrocínios tendem a oscilar. “Esse crime não tem lógica. Em principio é um incidente que acontece em roubos e a gente percebe que há muitas oscilações. O problema não é falta de policiamento, poderia ter dobrado o efetivo e não impactaria na redução do número”, afirmou.

Para Silva Filho, a prevenção do crime deve ser feita, principalmente, por meio da investigação dos inquéritos da Polícia Civil e planejamento da Polícia Militar sobre o patrulhamento nas áreas com incidências de roubos e assaltos. “Tem que dar preferência para as operações que a Polícia Militar faz para apreensão de armas de fogo ilegais, o que também contribui para a queda nos números”, disse.

Comandante da PM no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula afirmou que o combate ao crime se dá da mesma forma que o ocorre com o roubo. “Diferentemente do homicídio, que é de fato crime imprevisível, o latrocínio é um roubo qualificado pela morte. Se você combate o roubo também combate os latrocínios”, considerou.

O coronel também afirmou que não é possível afirmar que a maioria das vítimas tenha reagido aos ladrões. “Na maioria das vezes, o latrocínio é um crime sem testemunhas. A gente pode deduzir, pela análise de algumas filmagens, que não é raro a vítima reagir. Porém, também não é raro ter marginais que disparam contra vítimas indefesas, principalmente por não ter dinheiro, mostrando um ato de crueldade”, disse.

Questionada sobre o assunto pelo Diário, a SSP afirmou em nota que “o trabalho integrado das polícias na região do Grande ABC resultou no aumento de prisões nos cinco primeiros meses de 2016 (4.322 pessoas), na comparação com o mesmo período do ano passado (3.152). A apreensão de armas também subiu de 278 para 299 itens.”
Polícia trabalha na resolução de casos marcantes
Na região, diversos casos de latrocínio chamaram a atenção nos últimos anos e, atualmente, alguns estão próximos de serem solucionados.

Exemplo de caso é o do policial civil aposentado Marcelo João Fritz, 48 anos, de Minas Gerais, morto na Vila Metalúrgica, em Santo André, quando chegava a um bar. Ele foi baleado durante reação a assalto. Questionada sobre o assunto, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que a Polícia Civil de Santo André efetuou a prisão de um dos autores no dia do crime e continua em busca de outros envolvidos no caso. O nome do suspeito não foi identificado. “Mais informações não podem ser divulgadas para não atrapalhar as investigações”, disse em nota.

Em maio do ano passado, pai e filha foram encontrados mortos em casa no bairro Oswaldo Cruz em São Caetano. Eliseu Polo Paz, 78, e Carmen Lúcia Polo Paz, 47, foram encontrados amarrados, com os rostos cobertos e sinais de pancadas. A bolsa de Carmen tinha sido levada junto com o seu celular, o que fez o caso ser registrado inicialmente como latrocínio. No mesmo mês José Lindomar dos Santos, 39, foi preso pelo crime. Ele era inquilino das vítimas e cometeu o crime após discutir com pai e filha. Conforme informações da Polícia Civil, o suspeito segue preso e aguarda julgamento.

Há 3 anos, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, a época com 46, foi queimada viva em seu consultório em São Bernardo por ter R$ 30 na conta bancária. O então menor Jonathan Carlos Souza, atualmente com 19 anos, assumiu a autoria do crime e foi apreendido. Após cumprir medida socioeducativa, ele participou de assalto que deixou mulher morta e foi preso.
Roubo e furto têm alta de 7,3% e 3,77% no período, respectivamente
Os números de latrocínio aumentam na região da mesma forma em que os casos de roubo e roubo e furto de veículos neste ano. No mês de maio, houve aumento de 20,54% no furto de veículos e 8,91% no roubo de veículos em relação ao ano passado. Os roubos em geral aumentaram 7,3% e os furtos em 3,77%, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Em abril, todos os índices também tiveram alta. No caso do roubo de veículos, o crime subiu 3,48%, o furto de veículos saltou 4,85%, o roubo em geral 9,91% e o furto 4,09%. Nos dois meses citados, houve aumento de latrocínios de 4 para 5 casos.

Conforme o comandante da PM (Polícia Militar) no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, os números são menores do que os de roubo, mas é possível relacionar o crescimento. “Quanto maior a quantidade de roubos, o latrocínio tende a aumentar. Ano passado, tivemos queda na maioria dos índices e ele diminuiu também. Tivemos em 2014, 38 latrocínios e ano passado fechamos com 21. Isso demonstra que a polícia tem trabalhado, mas o nosso objetivo é chegar a zero”, afirmou.

Porém, segundo o coronel a tendência é que os registros caiam. “Fechamos o mês de junho com números abaixo dos observados no ano passado. Ainda que com grande dificuldade pelo cenário diferente de 2015, conseguimos queda dos números”, disse.


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