Mulher

18/06/2015 14:58

Meu companheiro não me assume: como lidar com esta situação?

Esta é uma situação muito comum nos relacionamentos e, infelizmente, muito delicada para a mulher que passa por isto, principalmente se ela amar muito seu companheiro e pensar em assumir uma vida a dois. Neste caso é necessário que se busque a causa desta situação, que às vezes pode estar bem escancarada e às vezes pode se encontrar oculta, exigindo uma observação mais profunda.

O sentido da palavra companheiro já indica que é alguém que acompanha, que é junto em todas as situações quer sejam boas ou más, independente de opinião ou de aceitação; é aquele que se encontra sempre ao nosso lado, nos apoiando, nos incentivando, nos orientando, mas sempre nos acompanhando independentemente de nossa escolha ser aquilo que ele pensa ou gostaria que nós pensássemos. Desta forma, ser companheiro é “ser” e não “estar” companheiro e, também, o caso não é “ter” alguém, mas sim “ser” reunida a um companheiro de verdade e verdadeiro. Uma mulher que se encontra com alguém que não a assume, não pode chamá-lo de companheiro, pois realmente ele não é.

Muitas vezes ele é uma pessoa boa, faz coisas boas para você, lhe trata bem, lhe compra presentes, é gentil, porém, quando o assunto se refere a um maior comprometimento na relação ele disfarça, desvia o assunto, da uma desculpa, lhe enrola e com jeitinho lhe pede “mais um tempinho”, afirmando que a relação está muito boa como está. Ou então, ele fica furioso, discute com você, pergunta o que está lhe faltando, fica ofendido e ainda pode lhe ameaçar de terminar tudo se você insistir na conversa a qual ele sente como uma cobrança. Às vezes, esta tendência dele não lhe assumir não é tão visível, mas você começa a perceber, principalmente, quando chegam datas importantes onde se reúnem os familiares e amigos mais íntimos e, ele dá um jeito de não levá-la junto com ele, ou lhe apresenta como uma amiga muito querida, arranjando desculpas bem convincentes para que você não perceba suas reais intenções.

Nestas ocasiões a tendência da maioria das mulheres é pensar que o problema é consigo e entrar num processo de autoculpa, autocobrança, desvalorização de si mesma, não merecimento, tudo isto associado à autorejeição, gerando raiva contra si mesma por se achar uma tola, uma idiota a ponto dele “brincar de compromisso” e lhe “levar no bico”.

Muitos homens sofrem do medo de se comprometerem, de se casarem, de terem filhos e isto muitas vezes não significa “sem-vergonhice” ou safadeza, embora existam estes casos. São muitos conteúdos que se encontram no íntimo de cada um causando este tipo de reação perante tal situação. Neste caso é de fundamental importância o acompanhamento terapêutico para aqueles que querem vencer estas limitações e realmente viver uma vida a dois, com comprometimento de verdadeiro elo. Porém, isto é escolha de cada um e você que é a companheira não pode decidir por ele. Sua missão é identificar esta situação, conversar com ele, orientá-lo a procurar ajuda e aguardar a decisão dele.  

Por outro lado, você querida amiga também necessita rever suas escolhas e saber claramente se é isto que você quer para si. Se terá paciência de esperar a transformação de alguém que não quer lhe assumir, ou a escolha de viver uma vida de sonhos e de ilusões aguardando o dia em que ele irá lhe assumir e lhe pedir em casamento, caso ele não aceite que ele é o problema.

É importante que você reconheça a si mesma, seu valor, se admire como mulher, seja sempre do seu lado e não transfira o problema dele para você. Seja verdadeira consigo mesma e observe-se com profundidade para realmente saber se vale a pena sofrer por alguém que não quer lhe assumir. Pare de mendigar o amor dele caso ele não queira se transformar, e se liberte para um novo amor, porque você merece alguém que lhe aceite e lhe assuma como você é.

Ramy Arany – Assistente social, terapeuta comportamental, escritora, coach, consultora, palestrante, autodidata, pesquisadora e desenvolvedora da consciência Especialista na Liderança feminina, no comportamento, em relacionamentos e maternidade. Escritora dos livros Eternamente Ísis – O retorno do feminino ao Sagrado e Visão Gestadora – A visão em teia. Co-fundadora do Instituto KVT e fundadora do KVT Feminino e Sócia Diretora da Inove Soluções em Liderança.

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