Mulher

18/06/2015 14:49

O amor deve superar tudo?

Será que o amor deve superar tudo? Quando perdoar o parceiro? Em quais casos a mulher não deve perdoar o parceiro?

Nós temos a crença de que o amor supera todas as dificuldades dentro de uma relação. Porém, é necessário que se compreenda de que o amor não é igual para todos e, que cada um de nós tem um limite que conseguimos atingir dentro deste “universo” chamado amor. É importante, também, levarmos em conta que as dificuldades são encaradas de formas diferentes entre nós, pois o que é dificuldade para um pode não ser para o outro.

Isto ocorre de acordo com nossos valores de referências que são formados principalmente pela: educação, família, cultura, profissão, filosofia de vida e religião. Por isto, a evolução da sociedade como um todo, também, traz modificações em relação ao “amor que supera tudo”.

Será que o amor supera tudo ou são nossos valores que nos conduzem para isto? Qual será a diferença de pensamento e sentimento entre aquele que em nome do amor supera as dificuldades e aquele que não consegue assim proceder? Com certeza são os valores e as crenças internas que os motivam para uma ou para outra condição. Uma pessoa que tem medo de solidão pode confundi-la com amor e passar por cima de tudo e manter a relação; outra pode querer manter uma condição social ou financeira e em nome disto dizer que ama e que perdoa tudo; outra pode pensar que os filhos crescerão em uma família desfeita e que por isto sofrerão; outra pode se achar incapaz de se relacionar novamente e aceitar o que esta ruim e dizer que faz isto porque ama.

Bem, desta forma, fica difícil separar o amor de todos os conteúdos internos mau resolvidos e jogar para o amor a força da aceitação, quando muitas vezes a aceitação vem da fraqueza perante o se sentir incapaz de transformar tais conteúdos. Assim, penso que o amor deve superar aquilo que em nós é de acordo com nossos ideais de crescimento dentro da relação, aquilo que não é contra, que não fere de fato os valores que nos sustentam como seres dignos e verdadeiros.

É sempre importante perguntarmos a nós mesmas perante uma dificuldade, se a queremos para nós. Se queremos traição, desamor, falta de companheirismo, falta de reconhecimento, falta do verdadeiro, falta de alegria e felicidade na relação. “É isto que eu quero para mim? É isto que eu mereço? É assim que quero viver? É nisto que eu me vejo para os próximos anos?”

As respostas vão depender das escolhas e as escolhas vão depender daquilo que nós quereremos e sonhamos para nossas vidas dentro de um relacionamento. Desta forma, não existe regras para o perdão, pois tudo depende do que de fato queremos para nós. É ilimitada nossa capacidade de perdoar pois ela está interligada com estas questões íntimas de nosso ser.

A falta de reconhecimento de si mesma, o não olhar para si mesma, o não respeitar a si mesma, podem levar uma mulher a perdoar o imperdoável, se é que isto existe pois tudo é muito relativo. Quando nós não temos o hábito da auto-observação e a consciência do auto-trabalho aceitamos o inaceitável, cegamos nossa visão e não consideramos os valores essenciais numa relação, que muitas vezes foram seriamente agredidos e que jamais poderiam ser “perdoados”.

Todas as vezes que são desrespeitados os valores essenciais, que nossa dignidade foi transgredida, que houve situações de agressividade moral ou física e, que, as bases reais que sustentam uma relação foram rompidas são casos em que principalmente a mulher não deve aceitar como “perdão” (isto também serve para os homens).

Penso que hoje com a evolução dos valores em relação as mulheres, nós estamos mais capacitadas a escolhermos companheiros e relacionamentos de melhor qualidade, bem como, a não aceitarmos nem perdoarmos situações que antes, por muito menos, ficaríamos aprisionadas achando que éramos obrigadas a aceitar, pois éramos ensinadas que: “os homens são assim mesmo; que é dever das mulheres sempre perdoarem, pois não se trata de perdão, eles assim mesmo”.

Este tempo já acabou e hoje somos livres para verdadeiramente escolhermos o que de fato queremos para nós!

Ramy Arany – Assistente social, terapeuta comportamental, escritora, coach, consultora, palestrante, autodidata, pesquisadora e desenvolvedora da consciência Especialista na Liderança feminina, no comportamento, em relacionamentos e maternidade. Escritora dos livros Eternamente Ísis – O retorno do feminino ao Sagrado e Visão Gestadora – A visão em teia. Co-fundadora do Instituto KVT e fundadora do KVT Feminino e Sócia Diretora da Inove Soluções em Liderança.

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