Mulher

18/06/2015 14:47

Por que os homens têm medo de mulheres fortes e independentes?

Este tema traz de volta a questão do mundo sempre ter sido comandado pela força masculina, enquanto que a feminina ainda permanecia como uma força auxiliar. Desta forma, em princípio é o masculino que sempre “mandou” por isto sempre foi mais forte em tudo. Porém, os tempos mudaram e as mulheres transformaram paradigmas enraizados por séculos e, hoje conquistaram seus lugares na sociedade e também na liderança desta.

Para que isto pudesse ser uma realidade, as mulheres tiveram que competir com os homens e mostrarem que também eram muito capazes e, este modelo de mulher ficou marcado por sua força e independência. Mulheres deste padrão são oponentes ao velho arquétipo da mulher “Amélia”, aquela que é submissa, mansa, de visão acanhada, de ideais nada visionários, em fim, a mulher limitada à velha cultura preconceituosa que determina que lugar de mulher é em casa cuidando do marido e dos filhos.

Na atualidade muitas mulheres têm como individualidade força e independência, não necessitando de um homem que a sustente, pois elas mesmas são suas próprias provedoras. São independentes e livres em tudo o que fazem e necessitam viver assim para poderem evoluir, prosperar e desenvolver seus talentos e seus projetos acompanhando sempre a evolução dos tempos

 Porém, isto pode trazer medo e insegurança aos homens ao se relacionarem com este padrão de mulher, pois acabam sendo naturalmente desafiados, principalmente em relação à “autoridade” masculina. Outro ponto importante nesta questão é o controle masculino sobre a mulher, que neste caso é mais complicado, pois sendo a mulher independente, dificilmente ela permite ser controlada. O ciúme é também bastante causador de problemas, pois sendo a mulher independente, de difícil controle, causa nos homens a insegurança, por exemplo, de não saberem onde ela se encontra, o que está fazendo e com quem está, terminando na desconfiança, principalmente quando se trata de uma relação amorosa.

Muitos homens não conseguem lidar com mulheres deste tipo por uma questão de imaturidade emocional. É como se a mulher representasse muitos desafios para eles vencerem em relação ao orgulho e ao papel de “macho” dominante. Muitos chegam a se sentir desrespeitados, como se a força feminina e sua independência os fizesse ter que assumir um papel ao qual não gostam ou não querem. Isto pode estar ligado também à questão da imagem do homem perante os demais de seu grupo.

Muitos homens não se relacionam amorosamente com mulheres que são deste tipo por não se sentirem em condições de lidar com elas, pois não conseguem exercer o controle sobre elas lhes causando insegurança e medo no relacionamento. Devido aos milênios de uma consciência machista, os homens estão despreparados para conviverem com mulheres fortes e independentes numa relação harmônica e sustentada no reconhecimento do valor do feminino.

Ainda há muita competição entre mulher e homem mesmo nas relações amorosas. É preciso mudar os valores de referências em relação à mulher e a força feminina, pois do contrário esta situação não se transformará e as mulheres fortes e independentes continuarão a ter dificuldades com relacionamentos incluindo os amorosos. Ainda bem que não são todos os homens que pensam desta forma e se sentem desconfortáveis na presença de uma mulher deste porte.

Penso que um homem para aceitar a força e a independência de uma mulher necessita ser verdadeiramente homem e não somente “macho”. É preciso que haja por parte dele admiração e reconhecimento à capacidade da mulher e respeito pela sua liberdade, pois afinal ninguém é de ninguém. Penso ainda que os homens necessitam, também, se reconhecerem e se sustentarem na verdadeira força masculina, pois somente assim não se sentirão ameaçados pela força feminina.

Ramy Arany – Assistente social, terapeuta comportamental, escritora, coach, consultora, palestrante, autodidata, pesquisadora e desenvolvedora da consciência Especialista na Liderança feminina, no comportamento, em relacionamentos e maternidade. Escritora dos livros Eternamente Ísis – O retorno do feminino ao Sagrado e Visão Gestadora – A visão em teia. Co-fundadora do Instituto KVT e fundadora do KVT Feminino e Sócia Diretora da Inove Soluções em Liderança.

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