Mulher

06/05/2015 12:39

Amor e Paixão

É muito comum a não compreensão entre amor e paixão. Na minha experiência direta com atendimento em terapias com mulheres, homens e casais a fala: “Nós nos amávamos muito, existia uma forte paixão entre nós mas depois a relação esfriou....” sempre aparece em questões de relacionamentos amorosos. Isto mostra a questão de considerar-se o amor e a paixão como sentimentos igualados.

No começo do relacionamento é comum existir mais paixão do que amor, fora os casos em que já havia amor antes do relacionamento de fato se efetivar. Isto quer dizer que no início da relação há mais atração entre o casal, mais necessidade de troca afetiva, de toque, de relacionamento sexual, tanto é que se não existir isto, geralmente, não há como as pessoas se sentirem dispostas a sustentar a relação. Neste caso, é comum entre os casais a justificativa: “Não há atração física; não tem aquela coisa de pele; não tem química entre nós, etc.”

O amor está além da necessidade de sentir fortes e intensas sensações que a atração física e a “química” podem propiciar. Pessoas que buscam somente as fortes emoções tendem a não sustentarem relacionamentos mais duradouros, pois a partir do momento em que as “coisas esfriam” na relação, tendem, também, a encerrarem o relacionamento e a buscarem outros que tragam as sensações intensas novamente.

Penso que a paixão é parte do amor e que o amor também necessita da paixão. A paixão é importante para dar ignição à relação, para reunir os casais que de fato se amam, porém, ela vai mudando de intensidade ao longo do tempo da relação a partir dos valores e da maturidade do casal. A aceitação das mudanças naturais de um relacionamento ao longo dos anos, o acompanhamento natural destas mudanças pelo casal e, a permanência numa relação harmônica de companheirismo são alguns conteúdos chaves que de fato revelam a existência do verdadeiro amor entre o casal.

Quando existe amor entre o casal há a superação das dificuldades naturais do relacionamento, há maior desapego da paixão, pois se sustenta a aceitação um do outro e a consciência de que um relacionamento é construído o tempo todo, pois o amor não é pronto nem perfeito. Quando existe somente a paixão, não há o construir da relação, somente o usufruir dela; a relação passa a ser de “uso” pois se tira o melhor das sensações (geralmente física), deixando o essencial de fora. Desta forma as relações não se sustentam, causando até sérios distúrbios emocionais, psíquicos e sexuais.

Assim, nós mudamos continuamente e o amor (que reúne a paixão) vai acompanhando estas mudanças naturais.

Ramy Aranyassistente social, terapeuta comportamental, escritora, coach, consultora, palestrante, autodidata, pesquisadora e desenvolvedora da consciência Especialista na Liderança feminina, no comportamento, em relacionamentos e maternidade. Escritora dos livros Eternamente Ísis – O retorno do feminino ao Sagrado e Visão Gestadora – A visão em teia. Co-fundadora do Instituto KVT e fundadora do KVT Feminino e Sócia Diretora da Inove Soluções em Liderança.

Face: www.facebook.com/kvtfeminino / Site: www.kvtfeminino.com


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