Entretenimento

25/03/2019 00:44 *Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

Crianças passam muito tempo na internet e deixam pais preocupados

Especialistas indicam melhores formas de lidar com a situação e conversar com os pequenos 

Está sendo repercutido desde o final de semana passado, o caso da Momo, uma boneca japonesa assustadora que aparece em vídeos de conteúdo infantil. Os vídeos “invadidos” pela boneca, foram espalhados por grupos de Whatsapp e Facebook entre os pais, que ficaram apavorados com o conteúdo. No entanto, não há nenhuma evidência de que o vídeo esteja disponível no YouTube, apenas nas plataformas já citadas. Com isso, surgiu um questionamento sobre a forma com que as crianças estão utilizando a internet.

Atualmente, o acesso tem sido ampliado, já que as crianças possuem mais liberdade para navegar com tablets e smartphones. Em muitos casos, os pais não conseguem impôr limites. Por consequência, elas consomem conteúdo inapropriado para a idade, o que pode ser um perigo no desenvolvimento infantil e  no relacionamento com os pais.

Jamille Carvalho (29), é mãe do Isaque (7), que passa horas vendo vídeos no YouTube e jogando videogame. Ela diz que está sempre orientando o filho para que tome cuidado com o que está assistindo: “geralmente eu e meu marido tentamos, dentro do possível, analisar o tipo de conteúdo que ele está consumindo. Se é algo mais voltado pro público infantil, damos a liberdade dele ficar sozinho. Mas ele assiste e joga muito pela televisão, que fica na cozinha, então eu consigo prestar atenção e ver tudo o que ele está fazendo”.

A psicopedagoga Márcia Santana (42) diz que: “os pais precisam ficar atentos e tirar um pouco as crianças da internet. Primeiramente, devem conversar com tranquilidade e confiança para que elas se sintam seguras. A criança precisa saber que pode contar e mostrar aos pais algo ‘estranho’ na internet”. Sobre a questão da privacidade, os pais têm que pensar que estão protegendo seus filhos, independente de invasão ou não para verificar o conteúdo. Márcia ressalta: “é responsabilidade dos pais ficarem atentos ao que as crianças vêem na internet. Isso não quer dizer que eles estão invadindo a privacidade dos filhos, mas sim protegendo. Então tem sim que ficar de olho, e saber o que o filho está assistindo e fazendo na rede”.

Já Alessandra Lourenço Simões, professora de Engenharia e Tecnologia da Universidade Metodista de São Paulo afirma que “nenhuma plataforma aberta, como YouTube, Facebook e Whatsapp, garantem a segurança do usuário. Qualquer hacker pode invadir e postar o que quiser. Não tem como impedirmos isso”. A docente indica que os usuários leiam e aprendam a usar as Políticas de Privacidade das plataformas digitais, como a do YouTube, por exemplo, que explica qual o conteúdo permitido no site e como denunciar um vídeo ou perfil impróprio.

 


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