Economia

28/10/2018 00:01 FONTE: dgabc

Cesta encarece R$ 19 em um ano

Na região, entretanto, alta de 3,35% no preço do kit está abaixo da inflação do período, em 4,53%

Encher o carrinho nos supermercados do Grande ABC ficou R$ 19,06 (3,35%) mais caro em um ano. Em setembro do ano passado, era possível realizar as compras do mês com R$ 568,38, enquanto neste ano é necessário desembolsar R$ 587,44. Contudo, a alta está abaixo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do País, que avançou 4,53% no período.

As informações são da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), que pesquisa o preço de 34 produtos em supermercados da região, suficientes para suprir família de quatro pessoas por 30 dias.

Embora o encarecimento não tenha sido ocasionado por um produto específico, Fábio Vezzá De Benedetto, engenheiro agrônomo e coordenador da pesquisa, destaca que o incremento de alguns preços impacta mais do que outros. “Às vezes, ao longo do ano, o aumento não é tão significativo mas, no acumulado, a diferença é grande.”

No caso do leite, por exemplo, o litro saltou de R$ 2,43 para R$ 3,12 – 28,39%, ou R$ 0,69, mais caro. Levando em conta que são consumidos 19 litros por mês, o peso é de R$ 13,11, o que representa 68,78% do encarecimento total do período. Já o preço do pacote com cinco quilos de arroz foi de R$ 12,99 para R$ 14,48 – alta de 11,47% ou R$ 1,49. Considerando que são utilizados três pacotes por mês, o aumento é de R$ 4,47. Ou seja, 23,45% do crescimento foi proveniente do grão.

De Benedetto avalia que a alta do dólar, alinhada ao preço dos combustíveis “nas alturas” fazem com que os custos com transporte aumentem, encarecendo, assim, o produto ao consumidor final. Além disso, a valorização da moeda norte-americana também faz o preço de insumos para produtos industrializados, como de higiene pessoal e limpeza, crescerem.

Quanto ao reajuste da cesta ter ficado abaixo da inflação acumulada no período, o engenheiro agrônomo da Craisa afirma que o consumo reprimido da população ainda faz os preços caírem. “De modo geral, os preços dos itens de hortifrúti caíram porque, quando as pessoas estão com o orçamento apertado, ainda que não seja ideal, acabam reduzindo o consumo desses itens.”

Se comparado a agosto, quando custava R$ 596,35, o valor do kit reduziu 1,5%, equivalente a R$ 8,92. A principal responsável pelo resultado foi a cebola, que ficou 31,55% mais em conta, caindo de R$ 2,37 para R$ 1,63 o quilo. Em seguida, o preço da batata ficou 20,4% mais barata, de R$ 2,14 para R$ 1,71.

No primeiro caso, De Benedetto explica que a cebola comercializada na região nos meses anteriores era de origem argentina e, atualmente, é a paulista que está sendo consumida, cuja proximidade faz com que o preço seja menor. “Até o fim do verão vamos seguir com ela (a cebola plantada em São Paulo) e, depois, no fim de fevereiro, começamos a consumir a do Rio Grande do Sul, que é de uma variação diferente e um pouco mais cara.”

Em relação à batata, a queda do valor deve-se ao fato de o tubérculo ter sido plantado em época quente e chuvosa, o que reduz a qualidade. Em fevereiro, porém, será colhida a plantação realizada no inverno, quando o clima é mais favorável ao cultivo, o que pode fazer seu preço voltar a subir.
 


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