Economia

07/05/2017 02:17 fonte: Diario do Grande ABC

A cada R$ 100 gastos no País, R$ 1,72 fica no Grande ABC

Neste ano, a cada R$ 100 gastos em todo o País, R$ 1,72 será desembolsado nas sete cidades. Isso porque, conforme levantamento realizado pela consultoria IPC Marketing Editora, e divulgado com exclusividade ao Diário, é esperado consumo total de R$ 72,6 bilhões em 2017. No ano passado, a expectativa era de R$ 66,9 bilhões – ou seja, agora é maior em R$ 5,7 bilhões. Descontada a inflação do período, se tem alta de 0,54% na intenção de gastos. O montante garante à região a manutenção do título de quinto maior polo consumidor do Brasil pelo oitavo ano consecutivo.

Em todo o País, é aguardado o dispêndio de R$ 4,2 trilhões, 0,42% mais do que no ano passado. Ou seja, o consumo deve crescer mais, em termos percentuais, no Grande ABC do que em âmbito nacional.

A região deverá ser responsável por 1,72% do consumo brasileiro – 0,01 ponto percentual a mais do que no ano passado. O crescimento, apesar de pequeno, volta a aparecer após três anos em queda. Em 2014, a fatia da região era de 1,78%, em 2015, 1,75% e, em 2016, 1,71%.

No entanto, é fato que nos últimos anos o Grande ABC vem perdendo relevância no consumo nacional. Tanto que, entre 1998 e 2001, as sete cidades ocupavam o posto de terceiro maior polo consumidor. De 2002 a 2009 caíram para a quarta posição e, desde 2010, mantêm-se na quinta colocação.

Cada morador da região deverá gastar R$ 26.453,78 no decorrer do ano – média de R$ 2.204,48 por mês. O levantamento aponta que o maior consumo da população será com a manutenção do lar (R$ 19,9 bilhões) – contas de água, luz, condomínio, aluguel e TV a cabo, por exemplo –, seguido de outras despesas (R$ 14,4 bilhões) – como cabeleireiro, lavanderia e empréstimos – e por alimentação no domicílio (R$ 7,4 bilhões).

Apesar de a expectativa ser otimista em relação ao poder de compra da população, e ensaiar uma retomada do crescimento dos dispêndios, é importante lembrar que, segundo a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), do Seade/Dieese, 17,5% da população economicamente ativa da região estava desempregada em fevereiro, somando 244 mil pessoas.

Ironicamente, parte do aumento da expectativa de consumo provém desse cenário. “Muitas pessoas estavam empregadas no regime de CLT e, ao serem demitidas, tornaram-se pessoas jurídicas, abrindo pequenos negócios ou prestando serviços”, explica o coordenador do estudo IPC Maps 2017, Marcos Pazzini. “A quantidade de empresas aumentou em 11,3% (28.334), totalizando 278.781 companhias na região. O maior crescimento foi notado nas que possuem de zero a nove funcionários”, portanto, MEIs (Microempreendedores Individuais) ou as microempresas. Outro fator é o restabelecimento da confiança na economia.

O professor do Observatório Econômico da Faculdade de Administração e Economia da Metodista, Moisés Pais dos Santos, completa que, “por depender do mercado externo, além do interno, o Grande ABC recebe investimentos estrangeiros, como no caso da Toyota, que inaugurou em agosto do ano passado centro de pesquisa avançada em São Bernardo”, exemplifica. “O setor de serviços, como um todo, também tem crescido. Foram abertas muitas pizzarias e clínicas médicas.”

Os dados mostram que o maior aumento na quantidade de domicílios, de 10,3%, foi constatado na classe A, com renda média familiar mensal de R$ 20.267,56 – de 27.179 para 29.984. “Ao mesmo tempo em que muitas pessoas ascenderam da classe B (R$ 6.561,62) para a A, 8,3% da C (R$ 1.927,62) caíram para a D/E (R$ 639,78). Com isso, a desigualdade torna-se mais acentuada”, aponta Pazzini.


Região tem três cidades na lista das 50 maiores

O Grande ABC possui três cidades no ranking das 50 maiores consumidoras do Brasil: Santo André, São Bernardo e Mauá. Essa lista concentra mais de 40% de tudo que é consumido no País, e São Paulo a lidera, com R$ 329,3 milhões.

São Bernardo se manteve na 18ª colocação neste ano, apesar de a expectativa de gastos ter ampliado de R$ 19,1 bilhões para R$ 21,6 bilhões. O município é o mais bem colocado da região. No entanto, Santo André perdeu uma posição e ficou em 20º lugar (R$ 20,4 bilhões). Mauá passou a ocupar a lanterna do ranking, ao perder duas posições (R$ 11,2 bilhões).

Neste ano, Diadema registrou a maior queda na listagem, com a perda de cinco posições, ficando em 60º lugar (R$ 9,1 bilhões).

Rio Grande da Serra surpreendeu e foi a que mais ganhou colocações, saltando do 601º para o 538º lugar (R$ 1,9 bilhão). São Caetano subiu sete posições, ocupando a 97ª (R$ 6,2 bilhões). Ribeirão Pires conquistou dez, para a 220ª posição (R$ 2,9 bilhões). 


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